quinta-feira, 20 de maio de 2010

Primeira entrevista de trabalho em España


Juan aos meus olhos


Na impossibilidade de rumar a África, decidi ficar em Espanha porque gosto do país, dos espanhóis, porque gosto da língua, porque gosto de Tortilha, porque gosto dos cantautores e porque está só a 625 Km de Lisboa.

Assim, pus mãos à obra e comecei a enviar Cv´s para empresas e ONG´s. A primeira a manifestar o seu interesse foi a Logicenter (atenção não estou a fazer publicidade/difamar. Estou apenas a divulgar o que se passou...) uma empresa de material técnico e informático que se quer expandir ao mercado português e, portanto, procuram um português, residente em Madrid, fluente em várias línguas. Por telefone disseram-me que não era necessário talento comercial visto que a prioridade é traduzir a página e atender de forma personalizada os clientes portugueses.
Claro, eu achei que esta oportunidade era feita à minha medida porque me permitiria viver no estrangeiro (adoro) sem, no entanto, deixar de falar português (adoro também). Nem sequer dei importância aos "sinais" que me indicavam que esta poderia não ser a melhor opção: salário de patrão explorador+ escritório no cú de Judas.

Cheguei à entrevista 3 minutos antes da hora marcada e fui recebida por um Juan de mal com a vida...E quando digo de mal com a vida, digo mal disposto, chateado com alguma coisa que se acabou por reflectir no seu comportamento estranho durante a entrevista e que me fez crer que, mesmo que me pagasse o salário em 10 de barras de ouro mensais, eu jamais poderia dispôr do meu tempo, do meu talento, da minha juventude e da minha vida a trabalhar com alguém tão antipático, cínico e imbecil.
Até agora contínuo incrédula com a situação e não posso deixar de pensar que o imbecil do Juan, no alto dos seus trinta e poucos anos, está todo corroído pelo stress...

Quando entrei em casa ainda estava f*d*d* mas encontrei uma apaziguadora de almas, a Noemi, italiana e minha companheira de piso. Como estava com vontade de cozinhar para relaxar, decidi convidá-la para comer Bacalhau comigo. E ela, simpática como sempre, também pôs mãos à obra e fez uma travessa cheia de verduras à la italiana, com um cheiro maravilhoso a manjericão (basílico). Terminamos a nossa noite animadas e a rir dos pobres coitados que nao sabem desfrutar da vida.

Embora precise u-r-g-e-n-t-e-m-e-n-t-e de encontrar um emprego fico feliz por poder aproveitar a vida com pequenos mas simbólicos momentos.

1 comentário:

Gonzalo disse...

Hola Sonia!!!

espero que esta segunda entrevista haya ido mucho mejor, jejeje...